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China corta consumo de algodão
 
27/01/2015
 

 Em 2014, volume de importação da fibra caiu 47%, chegando ao menor nível dos últimos cinco anos

Desde o início do ano passado, a China alterou a política para o algodão, com eliminação de subsídios aos plantadores do país e previsão de safra menor. Junto com oscilações de consumo, as medidas afetaram em cheio as importações da China. Importou ao longo de 2014 2,4 milhões de toneladas de algodão, volume que representa queda de 47% ante 2013, sendo o menor em cinco anos. Só em dezembro, quando foram compradas 264,5 mil toneladas da fibra, a redução equivale a 57% sobre igual mês de 2013, informa o China Customs.

Como a demanda chinesa por algodão representa um importante fator de composição do preço mundial da fibra, a tendência é de cotação menor em relação ao negociado na safra anterior. A estimativa também é a China importar menos ainda em 2015, uma vez que as autoridades locais já estipularam cota de importação de apenas 894 mil toneladas no ano, o mínimo estabelecido no acordo com a OMC (Organização Mundial de Comércio). Qualquer adicional será sobretaxado em 40%, com a finalidade de as indústrias domésticas comprarem mais algodão chinês. (Fonte: Textile Industry)

Para o presidente do Sinditec, Dilézio Ciamarro: "A China não está errada em suas medidas para proteger seus agricultores que cultivam algodão bem como suas indústrias, cortou subsídios e estará controlando a importação de algodão de forma que obriguem as fiações a comprarem internamente a um custo maior favorecendo sua economia local. O que está incorreto são os nossos dirigentes que não tomam providências com relação as nossas indústrias, que estão sendo sucateadas e tentando sobreviver a duras penas. Por isso nossa luta é incessante em favor do nosso setor têxtil pois infelizmente, estes dirigentes não enxergam ou não querem enxergar o estrago que estão promovendo principalmente no setor têxtil", comentou o presidente.

 
 

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